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MPF vistoria comunidade na Ponta do Leal

Realizada no último dia 14, a vistoria da Assessoria Técnica do Ministério Público Federal (MPF) é resultado de uma ação civil pública ajuizada pela procuradora da República Analúcia Hartmann com o objetivo de despoluir a região do balneário do Estreito, incluindo a praia, os cursos d'água e a área da Ponta do Leal.

Localizada no bairro Balneário, na área continental de Florianópolis, a comunidade da Ponta do Leal existe há 43 anos e abriga 75 famílias. A maioria de seus moradores sobrevive da pesca, dos serviços domésticos e do trabalho na construção civil. Como resultado do esforço de integração entre eles e de proteção e educação dos mais jovens, 112 crianças e adolescentes da comunidade participam de atividades recreativas, como a capoeira, o maracatu e o boi-de-mamão, e de projetos como o "Aprenda Direito", que ensina, de forma lúdica, o significado das leis.

Em sentença favorável ao MPF, a Justiça determinou ao Município de Florianópolis que resolva os problemas locais de ligações clandestinas de esgoto e contaminação da areia da praia, entre outros. Como não é possível a ocupação residencial da Ponta do Leal, nem a execução de um projeto de saneamento, já que muitas residências estão construídas sobre palafitas, ficou evidente, durante o processo, que é necessária a retirada da população da situação precária em que vive, com risco de saúde pública, através da sua inclusão em projeto de habitação popular.

Diante disso, a prefeitura da capital apresentou uma proposta de transferência dos moradores para outros dois terrenos (um localizado no bairro Coloninha e o outro no bairro Monte Cristo) que, no entanto, provocaria a divisão da comunidade. Além disso, os apartamentos projetados são muito pequenos para algumas famílias que contam com nove ou dez membros.

Confira abaixo algumas das fotos produzidas durante a vistoria, feita para avaliar as críticas da comunidade à solução apresentada pela Prefeitura.

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Entrada da comunidade.
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Beira-mar continental ao fundo.
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Casas construídas sobre palafitas.
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Casa construída sobre rocha.
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Beira-mar norte ao fundo.
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Barcos de pescadores da comunidade.
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Morador da comunidade sai para pescar.
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Crianças brincam em praia junto à comunidade.
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Fossa séptica cavada na areia.
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Campo de futebol da Casan é também utilizado por jovens da comunidade.
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Prefeitura propõe remover parte da
comunidade para este terreno na Coloninha.
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A outra parte seria transferida para
este terreno no Monte Cristo.

Florianópolis, 20 de fevereiro de 2008.


Para ler outras notícias do MPF em Santa Catarina, acesse o site www.prsc.mpf.gov.br


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